NARIZ E SEIOS DA FACE

O nariz quando observado externamente apresenta uma forma de pirâmide.

O seu esqueleto externo é composto por partes ósseas, cartilaginosas e membranosas que se interpõem.

O nariz quando observado externamente apresenta uma forma de pirâmide.

O seu esqueleto externo é composto por partes ósseas, cartilaginosas e membranosas que se interpõem.

  1. Osso Próprio do Nariz
  2. Cartilagem Lateral Superior
  3. Cartilagem Lateral Inferior
  4. Septo Nasal

As cartilagens em destaque no desenho são simétricas, possuindo componentes direitos e esquerdos. As cartilagens laterais superiores apresentam continuidade com o septo. Logo, nas cirurgias estéticas do nariz, quando são manipuladas, podem causar deformidade no septo nasal, que deve ser reparada durante a cirurgia.

Na rinoplastia, cirurgia plástica do nariz, quando há necessidade de fratura do nariz, esta é realizada no osso próprio, pela parte interna do nariz, acompanhada ou não de outras. Na maioria dos casos respeitamos uma linha, como a tracejada na figura abaixo.

As cavidades nasais, também conhecidas como fossas nasais, são divididas entre si pelo septo nasal.

O septo nasal é composto por uma estrutura de osso e cartilagem coberta por mucosa respiratória de ambos lados.

A porção mais anterior do septo é mais flexível graças a sua composição cartilaginosa, o que permite o nariz funcionar como um "protetor da face". A sua extensão interna ou posterior do septo é basicamente composta por osso. O septo nasal "ideal" é o septo reto, sem curvaturas ou protuberâncias de ambos os lados.

Estima-se, porém, que 80% dos septos nasais não são em linha reta, na maioria das vezes sem conseqüências para o paciente. Chamamos de desvio do septo nasal aqueles casos em que o septo está muito fora da linha média, trazendo sinais e sintomas para o paciente.

A principal causa do desvio do septo nasal é o trauma, embora muitas vezes ele apareça durante o crescimento da face, entre a infância e a adolescência. Esse problema acontece porque osso e cartilagem apresentam tempo e velocidade de crescimento diferente, podendo um empurrar o outro durante o desenvolvimento, até a idade adulta.

Falávamos da parte do meio do nariz, com uma composição mais simples. As paredes internas laterais de cada fossa nasal são extremamente complexas e delas saem as comunicações com os seios da face.

A primeira estrutura da parede lateral do nariz é a concha nasal inferior.

A primeira estrutura da parede lateral do nariz, muitas vezes perceptível quando olhamos no espelho, principalmente nos alérgicos, é o corneto inferior (concha nasal inferior).

Muitas pessoas o confundem com a adenóide, que fica no final do nariz, ou até com pólipos (carne esponjosa). Contudo trata-se de uma estrutura anatômica presente em todas as fossas nasais, salvo raríssimas exceções. Esta estrutura do nariz possui muitos pequenos vasos em seu interior. A concha nasal inferior contribui de forma importante para a regulação da quantidade de ar que entra no nariz, para a sua umidificação, além de participar da defesa do organismo.

Em pessoas alérgicas, uma parte das células que compõem os cornetos inferiores reage aos irritantes respiratórios e alérgenos de forma muito intensa, levando basicamente ao aumento do tamanho do corneto e à produção de grande quantidade de muco e substâncias. Como conseqüência, temos a obstrução nasal, a coceira no nariz, os espirros e a coriza.

Hoje em dia, com o uso dos endoscópios rígidos e flexíveis acoplados a micro-câmeras, é possível não só observar com detalhes essa anatomia descrita, como também as diversas alterações que podem sofrer as estruturas de dentro do nariz. A endoscopia nasal permite não só um diagnóstico mais preciso, como também que o paciente e seus parentes possam compreender melhor as explicações médicas.

O corneto médio e os seios da face: descrições, aspectos e interações anatômicas.

O corneto médio possui uma quantidade de vasos muito menor e, assim, não apresenta uma variação de tamanho como a que sofre a concha nasal inferior.

A concha nasal média pode apresentar um aumento de magnitude suficiente para obstruir o meato médio e gerar ambiente propício para rinossinusite de repetição ou até mesmo obstrução nasal.

O espaço entre o corneto inferior e médio é denominado meato médio. Nele estão contidos os orifícios de comunicação com os seios da face (maxilar, etmoidal e frontal). Logo, nos casos de sinusite, através da endoscopia, é possível observar a drenagem de secreções purulentas, contidas nos seios da face, para a cavidade nasal.

O seio esfenóide desemboca suas secreções no espaço entre o corneto médio e superior, chamado meato superior.